Eles merecem!

crédito das fotos: divulgação

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Esse é o Pimp My Carroça – projeto assinado pelo grafiteiro Mundano que desembarca em São Paulo com um grande objetivo: melhorar a estrutura de dezenas de carroças. Em uma espécie de pit stop, esses carrinhos recebem importantes itens de segurança, como retrovisores, faixas reflexivas, cordas, entre outros.

E vamos combinar: nada mais justo do que um projeto como esse, que reconhece o trabalho desses legítimos agentes ambientais que vivem pelas ruas e avenidas da capital, desviando da fúria de muitos motoristas, para recolher os materiais que serão reciclados. E você não faz ideia da importância deles para o meio ambiente!

São Paulo, veja só, é uma cidade que produz 17 mil toneladas de lixo por dia. E pasme: apenas 1% desse total é reciclado. Os 20 mil catadores de materiais recicláveis da cidade, de acordo com o Movimento Nacional da categoria, são responsáveis pela coleta de cerca de 90% dos resíduos destinados a reciclagem. Impressionante, não?!

Ah, e o recado final do post de hoje fica por conta do Mundano, ok?

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Clique aqui e saiba mais sobre o Pimp My Carroça.

Por que não vou a shows

Irei agradecer de coração caso você resolva me convidar para o próximo show internacional aqui no Brasil. Ficarei muito agradecido mesmo, mas não vou aceitar. Nem mesmo se for para ver o Aerosmith, banda da qual sou fã e que fiquei profundamente arrependido por não ter ido na última vez em que Steven Tyler e companhia vieram destilar o seu rock em terras tupiniquins. Eu não me sinto seguro. E acho que não sou tão louco assim.

Veja você o que aconteceu nesta madrugada, aqui em São Paulo, na saída do show do Roger Waters, no Morumbi. Dezenas de fãs foram vítimas de um arrastão. De acordo com a polícia, mais de 20 criminosos atacaram as pessoas. Eles levaram dinheiro, celulares, entre outras coisas. Ninguém foi preso, claro. No entanto, aqueles que conseguiram escapar da ação dos bandidos caíram na arapuca dos flanelinhas, que cobravam R$ 150 por um espaço público.

Há não muito tempo, era difícil algum grande nome da música internacional desembarcar no Brasil. Lembro bem do Rolling Stones, em 1995, no Maracanã. Eu ainda era criança e não tinha a mínima noção do quanto aquele acontecimento era importante para o país. Mesmo assim, eu fiquei vidrado na TV até altas horas assistindo à performance dos Stones para conversar no dia seguinte com os meus amigos da escola (que, assim como eu, também não tinham noção daquilo tudo). Mas, para a época, não importava. O que valia mesmo era viver, sentir aquele clima único.

Hoje, no entanto, temos tudo isso à disposição. Quase uma vez por mês, o Brasil é palco de um grande festival com gigantes da música. É tentador, eu sei – mas ir para correr riscos depois que as luzes se apagam, eu estou fora.

Por hoje, nada a declarar – a não ser um poeminha besta!

Gosto de São Paulo pelo fato de ser uma cidade surpreendente. E surpreendente em todos os aspectos da sua imaginação.

Você pode, sei lá, percorrer todas as ruas e avenidas dessa metrópole doida e nada rolar. Mas também pode acontecer o inimaginável no curto trajeto do prédio até a padaria. Por aqui é assim. Hoje, por exemplo, eu fico com a primeira hipótese e um poema besta de brinde!

Deve ser a segunda-feira, esse dia maldito.

Ou a rotina. Ou as horas quadradas.

Ou o trânsito. Ou o tempo lá fora.

Ou a falta de alegria no bom dia das pessoas.

Ou a preguiça das mesmices.

Ou sei lá.

É fato: hoje nada aconteceria no meu coração se eu cruzasse a Ipiranga com a São João, viu?!

(Desculpe-me, Caetano!)

Marco Luque em… Labutaria

Olha só: não se espante se, por acaso, aparecer uma solicitação de amizade no seu Facebook – ou no Orkut, caso você ainda tenha – de um rapaz chamado Betoneira. Você pode até se assustar assim, logo de cara, já que ele não é um sujeito dos mais bonitos. Mas já que beleza não é tudo nesta vida, fica a dica para tê-lo entre os seus amigos. O cara é muito gente fina, engraçado e adora fazer amizades. Também pudera, afinal, ele já trabalhou como monitor de acampamento.

Hoje, no entanto, mudou de área e é produtor de uma peça de teatro, na qual trabalha o Mustafari. Diga-se de passagem, você também precisa conhecê-lo. Primeiro porque ele fez aquilo que todo mundo já falou quando esteve preso num congestionamento monstro: largou a loucura do dia a dia e se mandou para a Bahia. E segundo: lá, a sua única preocupação é a sustentabilidade do planeta – e, claro, adorar a natureza e os vagalumes. É uma loucura saudável, eu diria.

divulgação

Depois de conhecer loucos, quer dizer, pessoas como o Mustafari, cá estou pensando: ele, por exemplo, não leva essa vida doida que tenho aqui em São Paulo. E nem precisa ficar aguentando esses taxistas chatos de doer que, às vezes, encontramos nas esquinas da vida. Isso porque, se eu fosse conhecido como o Marco Luque, eu só encontraria taxistas como o Silas Simplesmente. Esse, sim, que é taxista, viu?! Só leva gente famosa. Ele é até poliglota, bota fé? Uma pena eu não ser famoso…

Mas se você ficou triste, assim como eu, por também não poder fazer uma corrida com o Silas, não esquente. Pense pelo lado positivo: você pode, por exemplo, pegar uma carona na garupa da moto envenenada do Jackson Five — um menino bom, crescido na periferia e dono de um vocabulário é, é… Um tanto quanto complicado. Mas nada que uma dose cavalar de boa vontade não resolva. E, só pra terminar, mais uma dica: se estiver precisando de uma diarista, Maria do Socorro. Desculpa, desculpa… Mary Help!

Você pode encontrá-la todas às terças-feiras, a partir das 21h, no Teatro Procópio Ferreira, aqui em São Paulo. Vale muito a pena, viu?! O serviço é de ótima qualidade. Garanto.

Labutaria, com Marco Luque

Todas as terças-feiras, às 21h

R$ 70 (inteira)/ R$ 35 (meia)

Teatro Procópio Ferreira – rua Augusta, 2823, Jardim América

Informações: (11) 3083.4475 ou pelo marcoluque.com.br

O Corinthians ganhou do Palmeiras e o medo, da minha paixão pelo futebol

Sempre fui um sujeito apaixonado por futebol, corintiano e, de uns tempos pra cá, medroso – necessariamente nesta ordem e sem nenhuma vergonha de admitir. Mesmo porque falar que tem medo de ir a estádios hoje em dia não é vergonha. Aliás, é mais sinal de amor próprio do que vergonha, isso sim. E ainda digo mais: sinto que minha paixão pelo futebol está em extinção.

Ir a estádio e ficar com medo de alguma pancadaria que pode surgir a qualquer momento bem ao seu lado é a mesma coisa que manter um namoro que só traz problemas. Não tem sentido, cara pálida. O futebol, assim como o relacionamento, tem que ser pautado pela alegria. Os problemas não podem ir além da derrota sofrida pelo seu time e, no caso do namoro, além do beijo apaixonado de sinceras desculpas.

reprodução/ internet

Lembre-se que logo, logo seremos palco de uma Copa do Mundo. Por isso, pergunto: como convencer o povo lá de fora que assistir a uma partida de futebol aqui é seguro? Detalhe: também temos que explicar que nem mesmo a polícia, que deveria coibir essa prática, consegue dar um basta nessa onda de violência. “Começaram a atirar rojões, bombas uns nos outros. Houve disparos de armas de fogo. A polícia interveio, mas estávamos em número muito reduzido. Foi impossível evitar esse confronto”, disse o cabo Adriano Lopomo, em entrevista à TV Globo, sobre o confronto de ontem entre 500 palmeirenses e corintianos que causou a morte de um torcedor.

É muita contradição para um país que diz ser o do futebol.

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A Federação Paulista de Futebol acabou de emitir uma nota proibindo a entrada nos estádios das torcidas organizadas Mancha Alvi Verde e Gaviões da Fiel. Seria esse o primeiro gol da minha paixão para virar o jogo contra o medo?

 

Ocupação Angeli

Angeli tem vários filhos. Tem a Rê Bordosa, Meia Oito, Bibelô, Bob Cuspe e alguns outros tantos espalhados por aí. Considerado um dos principais cartunistas do Brasil, esse paulistano é tema de uma exposição promovida pelo Itaú Cultural aqui em São Paulo. Ocupação Angeli, que tem a curadoria assinada pela designer gráfica Carolina Guaycuru, traz 800 obras distribuídas em um espaço de 120 m² que recria o seu ambiente de trabalho. Quem der um pulo lá, vai ter a chance de mergulhar nos diferentes temas e estilos do artista. E ainda tem mais: entre os dias 29 de março e 1º de abril será exibida uma mostra audiovisual com 13 produções ligadas à obra de Angeli.

imagem extraída do site Mundo HQ

Ocupação Angeli

- Até 29 de abril (terças, quartas, quintas e sextas das 9h às 20h/ sábados e domingos das 11h às 20h)

- Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, Bela Vista – próximo ao metrô Brigadeiro)

- Telefone: (11) 2168 1700

- Grátis

Os bares de São Paulo estão cada vez mais chatos

Até então, a única coisa que me incomodava num bar era – que me perdoem os fãs – a Legião Urbana. Veja bem: nada contra Renato e companhia, mas é que as suas canções ficaram marcadas como um aviso de que as portas desceriam em poucos minutos. Um sinal de que a noite estava acabando. Só por isso. Porque, de resto, o boteco sempre foi um lugar inspirador. Foi lá que nasceram as minhas melhores ideias, os meus planos, algumas das melhores amizades que cultivo até hoje e alguns amores que, confesso, não vingaram. Ok! Nem tudo é perfeito nesta vida.

Os bares, pelo menos os daqui de São Paulo, estão ficando chatos por conta de leis que vereadores e deputados criam para camuflar questões básicas que não conseguem resolver. Beber e dirigir é proibido. Certo? Então, por que não aumentar o número de blitzes ao invés de aprovarem leis que azedam o espírito de um bar? Isso porque, depois do projeto de lei do deputado estadual Campos Machado (PTB) – que pretende proibir a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos do estado, como calçadas e praças –, o vereador de São Paulo Floriano Pesaro (PSDB) criou outro projeto que visa obrigar a instalação de bafômetros em estabelecimentos como bares, restaurantes e casas noturnas da capital.

crédito: idadecerta.com.br

Em matéria publicada no portal R7.com, o nobre vereador defendeu o projeto alegando que cada corpo metaboliza o álcool de uma maneira diferente e, com o bafômetro, “a pessoa terá a oportunidade de ver se pode ou não dirigir. Não é algo que será imposto, é optativo [para o cliente]. Para o estabelecimento, é algo barato, que trará muitos resultados”, disse o parlamentar em entrevista ao portal da Rede Record. Sinceramente: eu não consigo ver esses tais resultados que o vereador garantiu. Mesmo porque serão poucas as pessoas que toparão fazer este teste no balcão de um boteco – acredito.

Não pense, no entanto, que estou defendendo o ato irresponsável de beber e dirigir. Não é isso. Você pode até me achar um sujeito utópico demais, mas não vejo outra solução que não sejam medidas que melhorem a educação no país. Sabe por quê? Porque a legítima conscientização só vem por meio de uma boa educação e não com leis que, vamos combinar?, não resolvem. Se duvida disso, veja a Lei Seca: se resolvesse mesmo, o deputado Campos Machado nem o vereador paulistano Floriano Pesaro pensariam em projetos como os que eu citei acima. Concorda?

crédito: barbeariaclube.com.br

Agora você me entende por que eu acho que os bares daqui estão ficando chatos?

O perigo mora bem aqui

O assunto de hoje no Crônica Urbana bem que poderia ser a falha que afetou a circulação de trens e metrô nesta quarta-feira e que atrasou a vida de milhares de paulistanos. Eu também poderia falar das obras da avenida Ricardo Jafet, por onde passo toda manhã, que a cada dia interrompem mais pistas e atrasam, ainda mais, a minha vida e a de milhares de motoristas. E eu também poderia, aqui, falar sobre o bandido que entrou numa van escolar com 13 crianças e saiu em fuga por avenidas e ruas de São Paulo.

Mas, veja só, foi divulgado ontem um levantamento, feito pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo com mais cinco mil moradores da região metropolitana da maior cidade do país, que revelou que 30% dos entrevistados que se consideraram doentes emocionalmente. Tudo isso graças ao estresse da rotina que só existe, adivinha?, na cidade grande. Aliás, a pesquisa também mostrou que ataque de raiva que nós, homens, costumamos ter às vezes também já atingiu as mulheres. Situação grave, não?

Outro dado importante do estudo: mais da metade dos entrevistados já presenciou (que foi o meu caso, quando bandidos assaltaram uma mulher em frente ao meu prédio, à luz do dia, e levaram o seu carro) ou foi vítima de um fato violento.

Ainda bem que o remédio que combate tudo isso eu encontro fácil, fácil nesses lugares, olha:

 

Vamos botecar?

Acho que sou suspeito para falar de bar. Não conheço um lugar mais propício para se ter boas ideias do que uma mesa de boteco. É ali que tudo começa. É ali que nascem os planos, as estratégias de vida e, por que não, os amores. Sei, também, que segunda-feira está longe de ser um dia, digamos, de botecar. Ok. Mas acho que a dica abaixo é válida – mesmo para uma segunda-feira estranha como essa.

Vamos lá.

Seguindo os moldes do Restaurant Week, neste ano, mais de 20 casas trazem para o paulistano uma combinação de porções e bebidas a R$ 25. Isso mesmo: eu não esqueci de nenhum zero ou digitei algum número errado. É o São Paulo Boteco Week, que começa no próximo sábado (17) e segue até o dia 23, e que promete deixar o seu boteco ainda mais barato – e divertido, claro.

A lista dos bares participantes, no entanto, ainda não foi divulgada pela organização do evento. Mas vale a pena ficar ligado no site para montar a sua peregrinação pelos mais fantásticos bares de São Paulo. Para saber mais, clique aqui.

O Kassab não tem tanta culpa assim

Criticar o prefeito, governador e presidente é igualzinho àqueles comentários sobre o tempo que costumamos fazer para dar start em alguma conversa. É sempre assim. Falo isso porque, devido à falta de combustível na maioria dos postos de São Paulo, o que mais se escuta por aqui são duras críticas ao prefeito Gilberto Kassab. Mas vamos combinar: dessa vez, ele não tem tanta culpa assim.

Primeiro: a lei que restringe o tráfego de caminhões em determinados horários da marginal tem como objetivo amenizar um pouco o trânsito nessa que é a principal via da cidade – tanto que, nos dois primeiros dias da nova restrição, de acordo com dados oficiais, a marginal Tietê registrou 5,6 quilômetro de lentidão, índice 62% inferior aos 14,7 quilômetros que são computados como média de congestionamento às 9h. Essa é uma lei que agilizou muito a sua vida, motorista, na marginal.

(Você, porém, pode argumentar que essa é uma medida que olha apenas para o carro. Ok! Mas não vejo solução para o trânsito que não seja um transporte público de qualidade, diferente desse que temos hoje – claro. No entanto, por mais contestável que seja, não tem como negar que essa determinação contribui bastante para a melhoria do trânsito).

Segundo: quantas leis que nos empurram goela abaixo e que, mesmo contra a vontade, temos que acatar? São leis, ora bolas. E elas devem ser respeitadas de uma forma ou de outra – é assim que funciona, felizmente ou infelizmente.