A mulher misteriosa da Paulista
Sempre que a vejo ali, parada no canteiro central da Paulista, em frente ao Conjunto Nacional, lembro de uma música do Maná – En El Muelle de San Blas. Resumindo: essa é uma canção que fala da mulher que, depois da partida do seu grande amor, ficou a esperá-lo no porto de San Blas.
Voltando…
Todas as manhãs, quando ali passo, a mulher está estática – sempre com o seu vestido longo, preto, com duas malas, uma de cada lado, e com as mãos cruzadas na altura do umbigo. O seu olhar é meio perdido e a sua feição parece ser dominada por uma tristeza que chega a contaminar.
Olhando-a daquele jeito, todos os dias, tento imaginar o tamanho da sua dor. O que será que pode ter acontecido? Uma grande desilusão? Ou uma loucura qualquer?
Dia desses, eu parei o carro ao lado dela. Abri os vidros na esperança de me pedir alguma coisa, um trocado sequer, para eu chegar a uma conclusão. Mas não: ela continuou daquele mesmo jeito – com as mãos cruzadas na altura do umbigo e com um olhar perdido, atirado numa tristeza profunda.
Tweet3 Comentários para “A mulher misteriosa da Paulista”
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Lívia em fevereiro 25th, 2011
Tenta chegar silenciosamente do lado dela um dia desses vestido de preto,com uma malinha na mão!
haha
Barbs em fevereiro 27th, 2011
Isso me faz lembrar dos bêbados da República…